Filme de hoje: A Volta do Monstro do Pântano (1989)

filmes_9489_TheReturnofSwampThing-008Imagine um filme tão trash, mas tão trash que algumas pessoas acham bom e ele acaba ganhando uma continuação (ou não). Imaginou? Pois bem. Agora imagine o Monstro do Pântano (personagem que nos quadrinhos da DC faz um sucesso até hoje), que ganhou uma adaptação meia-boca para o cinema em 1982 (que eu já comentei neste post) ganhando um segundo filme para a sua franquia. Interessante? Só que não. A não ser talvez o fato de que novamente Dick Durock deu vida ao personagem, só que desta vez com uma roupinha mais bem elaborada, dando a impressão de que o protagonista é um híbrido de planta e homem mesmo – não tão emborrachado como no filme anterior. Só que o filme caiu na direção de um desconhecido – que conseguiu fazer o filme ficar pior que o anterior.

Com uma história bem a la Cine Trash – embora esse filme chegasse a ser exibido uma única vez na Sessão da Tarde da Rede Globo (tem vídeo no Youtube comprovando isso) –  Nosso herói já começa o filme na porrada com uma espécie de homem-sanguessuga mutante que havia atacado alguns desavisados que resolveram transitar pelo pântano no meio da noite. Depois disso, começa o filme oficialmente, nos apresentando a mocinha da rodada, Abigail, que conversa com as plantas e resolve se mandar pro meio do nada tentar resolver sua relação com o padrasto – ninguém menos que o lesado Anton Arcane (ué, mas ele não tinha virado um javali mutante no filme anterior? Então, o cara voltou, em sua forma humana e mais afetado do que no outro filme), que, na sua busca por um soro que o rejuvenesça, só conseguiu criar mais criaturas mutantes, como um homem-barata, um homem-elefante e um homem-jacaré, só pra citar algumas.

Pois bem, para resumir, o Monstro do Pântano acaba por salvar a inocente (sabe de nada) Abigail de ser estuprada por dois caipiras que estavam de boas no pântano, e o que acontece a seguir… bem, podemos chamar de amor à primeira vista – por sinal, a cena de sexo entre os dois é bizarra (botanofilia?). Nela, o psicodelismo da experiência representado nas HQs é substituído pela mais comum cena de nudez e uma musiquinha transcendental cafona. Sem falar na conversa mole das preliminares que nem vou me dar ao trabalho de escrever aqui. Como se não bastasse, ainda temos a trama paralela dos dois garotinhos que querem a todo custo tirar uma foto do monstro para ganhar uma grana.

No fim das contas, o monstro vence o vilão, resgata a mocinha e acaba por usar seus poderes para curar Abby e nasce uma florzinha em seu pé. Romântico, não é? Impagável, porém, é a cara de desgosto – do tipo: Graças a Deus o filme acabou… – de Arcane ao morrer no incêndio de seu laboratório… Mas vamos lá, é Hollywood! Se você é curioso, assista por sua conta e risco – mas comparando os dois filmes gostei mais do anterior. Quem sabe um dia a Warner não invista nesse personagem e faça uma coisa decente? Só nos resta esperar pra ver…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s