Supergirl (1984) v Supergirl (2015)

16550233530_ee61a051ca_bPara quem pensa que Kal-El é o único sobrevivente do extinto planeta Krypton, tenho a dizer que vocês estão enganados. O Super-Homem tem uma prima. Nascida Kara Zor-El, ela foi enviada à terra com a missão de proteger o primo, mas por uma ironia do destino sua nave ficou em animação suspensa, e quando foi encontrada, o Homem de Aço já estava adulto e havia se revelado. Assim, ela decidiu tentar levar uma vida “normal” até que um acidente aéreo a obrigou a revelar seus poderes. Nascia então a Supermoça (nome da ninfeta em bom e velho português). Essa foi a origem contada na série de TV que por enquanto só tem uma temporada de 20 episódios, lançada em 2015 no canal CBS. Mas essa não é a única mídia em que a Garota de Aço foi encarnada. E depois de assistir à primeira tentativa de se criar um universo compartilhado da DC no cinema, em 1984, resolvi comparar as duas versões.

A primeira Supermoça (ou Supergirl, como preferirem) em carne e osso foi Helen Slater, em 1984. O filme, embora tenha o maior sex symbol dos quadrinhos americanos como personagem-título, foi rodado na Inglaterra, e foi uma tentativa de expandir o universo dos filmes do Superman com Cristopher Reeve, confirmada pela presença do ator Mark McClure, que reprisa seu papel de Jimmy Olsen no longa da loira de saia vermelha.

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Helen Slater (1984)

Infelizmente a mão pesada dos produtores Alexander e Ilya Salkind fadaram o filme da Supermoça ao fracasso (Assim como eles fizeram com Superman 3 e 4), então o filme ganhou ares de produção trash, com uma história mal elaborada, onde o nome do primo de Kara é citado uma ou duas vezes, e os furos no roteiro são gritantes. Vamos a eles:

Kara Zor-El ( Helen Slater ) vive em uma comunidade kryptoniana isolada chamado Argo City , em um espaço transdimensional. Um homem chamado Zoltar ( Peter O’Toole ) permite que  Kara veja um item exclusivo e imensamente poderoso conhecido como o Omegahedron, que ele tomou “emprestado”, sem o conhecimento do governo da cidade e que na verdade é a fonte de energia da cidade. No entanto, após um acidente, o Omegahedron é soprado para o espaço. Para a aflição de seus pais (Simon Ward e Mia Farrow ), Kara segue para a Terra (passando por uma transformação em “Supergirl” no processo – não me pergunte como, ela entra na nave com roupas kryptonianas e sai com seu traje de Supergirl) em um esforço para recuperá-lo e salvar a cidade.

Na Terra, o Omegahedron é recuperado por Selena ( Faye Dunaway ), uma aspirante a bruxa com fome de poder que tem como sua fiel assistente Bianca ( Brenda Vaccaro ), procurando libertar-se da sua relação com o bruxo Nigel ( Peter Cook ). Apesar de não saber exatamente o que é, Selena rapidamente percebe que o Omegahedron é poderoso e pode permitir-lhe realizar feitiços verdadeiros. Supergirl chega à Terra e descobre seus poderes. Seguindo o caminho do Omegahedron, ela resolve adotar um disfarce, com os cabelos pretos, adota o nome de Linda Lee, e identifica-se como sendo a prima de Clark Kent. Para dar mais veracidade Linda se matricula em uma escola só para meninas, onde ela faz amizade com Lucy Lane ( Maureen Teefy ), a irmã mais nova de Lois Lane , que acontece estuda lá. Logo de cara, Kara/Linda se encanta pelo zelador na escola, Ethan ( Hart Bochner). Ethan também chama a atenção de Selena, que droga ele com uma poção do amor (que vai fazê-lo se apaixonar pela a primeira pessoa que ele vir na frente – nossa que clichê!); no entanto, Ethan recupera a consciência, na ausência de Selena e vagueia pelas ruas. Uma Selena raivosa usa seus poderes recém-descobertos para “dar vida” a um veículo de construção que ela envia para trazer Ethan volta, causando o caos nas ruas. Com isso, a Supergirl entra em ação e resgata Ethan. Com isso, ele acaba se apaixonando por ela, ou melhor, por Linda Lee (a Supermoça já havia colocado sua peruca negra).

Supergirl e Selena batalham repetidamente, de várias maneiras, até que Selena usa seus poderes para colocar Supergirl em um “vazio eterno”, também conhecida como a Zona Fantasma . Aqui, sem seus poderes, Kara vagueia a paisagem desolada e quase se afoga em um pântano oleoso. No entanto, ela encontra seu velho amigo Zoltar, que se exilou na Zona Fantasma como um castigo por perder a Omegahedron. Zoltar sacrifica sua vida para permitir que Supergirl saia da Zona Fantasma – se existe uma entrada, então deve existir uma saída. De volta à Terra, Selena abusa do Omegahedron para se fazer um “rainha da Terra”, com Ethan como seu amante e companheiro . Emergindo da Zona Fantasma através de um espelho, Supergirl recupera seus poderes e confronta Selena, que usa o poder do Omegahedron para convocar um demônio da sombra gigantesco. O demônio domina Supergirl e está à beira de derrotá-la, quando ela ouve a voz de Zoltar exortando-a a lutar. Supergirl se liberta e descobre que a única maneira de derrotar Selena é fazendo o demônio da sombra se voltar contra ela. Supergirl  começa a voar em círculos em torno dela, prendendo-a em um turbilhão. Selena é atacada e incapacitada pelo monstro com o redemoinho que também acaba puxando Bianca. Os três são sugados de volta para o espelho, de onde a Supermoça saiu, e devem ficar presos lá dentro para sempre. Livre do feitiço de Selena, Ethan admite seu amor por Linda e que ele sabe que ela e Supergirl são a mesma pessoa, e diz mais: que sabe que é possível que ele pode nunca mais vê-la novamente, mas que ela deve salvar Argo City. A cena final mostra Kara levando de volta o Omegahedron a um Argo City escurecido, que prontamente se acende novamente.

O filme serviu apenas para a DC Comics matar a personagem durante a Crise nas Infinitas Terras (1985), que reformulou o Universo DC e desfez o conceito das “terras paralelas”, existindo apenas uma única Terra. Isso se deu pela impopularidade da personagem que retornaria somente muitos anos depois nas HQs, mas com uma outra história, mais próxima do que conhecemos do Homem de Aço.

Mesmo assim a atriz Helen Slater ficou conhecida pelos fãs e participou de outras duas séries ligadas a Krypton, a primeira foi em Smallville (2001-2010), onde ela faz o papel de Lara-El, a mãe do Super-Homem, em três episódios entre a sétima e a décima – e última – temporada. (Abrindo um parêntese, outros atores que participaram do Universo do Homem de Aço, como Dean Cain e até mesmo Cristopher Reeve, antes de sua morte, fizeram participações especiais em Smallville). E a segunda foi recentemente, em 2015, na série da própria Supergirl, onde Slater faz o papel da mãe adotiva da heroína – Eliza Danvers – em quatro episódios até o momento (um caso semelhante a John Wesley Shipp, que foi o Flash nos anos 90 e atualmente interpreta o pai do herói, conforme eu citei neste artigo).

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Laura Vandervoort

Antes de falar da Supermoça atual, preciso dar uma menção honrosa à segunda atriz a interpretar Kara em carne e osso – Laura Vandervoort – que deu vida à prima de Clark na série Smallville, por 23 episódios a partir da sétima temporada (2007), sendo personagem principal na sétima temporada e tendo participações especiais apenas nas temporadas 8 e 10. Mesmo assim vale citar porque o universo de Smallville é fantástico. Vandervoort também participou da série da Supergirl de 2015, dessa vez como a vilã Indigo (a.k.a Brainiac 8). Assim como Clark, a Kara desse universo não usava sua roupinha característica, mas sim aparecia em ação sempre com roupas casuais, mas nas cores azul e vermelha, (assim como seu primo fazia).

Muito bem, cinco anos depois do fim de Smallville, a Warner, vendo o sucesso de séries televisivas envolvendo outros personagens da casa (como Arrow e Flash), decidiu por incorporar a Garota de Aço no rol de personagens que poderiam ser investidos na TV (já que os “grandões” – Batman, Superman e Mulher Maravilha são de uso exclusivo do cinema). Contudo, decidiu-se por exibir a série em um canal diferente (a CBS, enquanto os outros heróis são exibidos na CW), mas o sucesso foi tamanho que a serie mudou de canal a partir de sua segunda temporada (o que provavelmente poderá ocasionar que se passe no mesmo universo de Arrow, Flash e Legends of Tomorrow, mas por ora isso é apenas uma hipótese). Sendo estrelada por Melissa Benoist (que já era conhecida pela série Glee – opa, já vi isso em algum lugar, né Grant Gustin?) , a série foi um sucesso imediato. Com as participações de Helen Slater – como eu mencionei acima e de Dean Cain, na pele do pai adotivo da heroína – o Dr. Jeremiah Danvers – a série nos mostra uma Supergirl com seus 25 anos, que trabalha na imprensa como uma tímida assistente da temida dona do local, Cat Grant.

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Melissa Benoist

Momentos antes da destruição de Krypton, a pequena Kara Zor-El é enviada à Terra por seus pais na missão de cuidar de Kal-El, seu primo ainda bebê. A nave da menina, entretanto, é atingida por uma onda de choque e lançada para dentro da sombria Zona Fantasma, uma prisão intergalática atemporal. Após um período adormecida, a cápsula de Kara deixa a Zona e alcança a Terra, onde a menina encontra Kal-El adulto e super-poderoso, agindo heroicamente como um defensor do planeta – o Super-Homem. Entregue por ele a uma família de cientistas, Kara é adotada e adota o sobrenome Danvers, e doze anos se passam até que ela decida revelar ao mundo compartilhar dos poderes e da natureza heroica do primo, impedindo um acidente aéreo e salvando a vida de centenas de pessoas, incluindo a irmã adotiva Alex. Ao lado dos amigos James (Jimmy Olsen – ex fotógrafo do Planeta Diário), Winn e do Departamento de Operações Extra-normais, do qual Alex é parte (sob a supervisão do marciano J’onn J’onzz, Kara se divide entre o trabalho árduo de assistente pessoal da personalidade da mídia Cat Grant, e a missão árdua de defender a humanidade de ameaças hostis, sob o manto de Supergirl.

Como até o momento a série só possui uma temporada, fica difícil mencionar os melhores episódios, mas posso citar, entre o combate de supervilões como a Curto-Circuito, Banshee Prateada e até o Tornado Vermelho, o melhor episódio, para mim, foi o episódio 18 (World’s Finest), que nada mais é do que um crossover com o Flash. Barry Allen, o Flash, descobriu que existe mais de uma Terra (o conceito das Terras Paralelas) e sem querer acaba caindo na Terra onde existe a Supergirl, então os dois unem forças para que Barry consiga voltar para a sua Terra. O episódio é excelente e nos deixou um gostinho de “quero mais”. O que pode acontecer com toda essa mudança de canal e “outras coisinhas mais” – Flashpoint vem aí?  Só o tempo dirá. Ainda não assisti a segunda temporada de Flash para afirmar mais alguma coisa…

Gente finalizo meu texto por aqui. Espero que tenham gostado!

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